Por que muitos desistem de viver?


   

     Seguidamente tenho feito esta pergunta! Decepções, frustrações, medos fazem com que pessoas continuem vivas, mas não vivendo. Sentimento de impotência frente aos problemas traz a depressão e com ela um nível baixo de autoestima. Há poucos dias presenciei uma cena que me fez refletir muito sobre o assunto. Fiquei comovida, senti vontade de ajudar, porém sabia que aquele não era o melhor momento. Passeando pelas ruas do meu bairro, em uma linda manhã de domingo, vi um rapaz sentado no meio fio da calçada, visivelmente embriagado, discutia com sua mãe! Essa estava transtornada e por mais que falasse e tentasse fazê-lo sair dali, parecia que ele não a ouvia. Como se estivesse em outro mundo, bem distante do nosso. Sem força nem vontade de reverter à situação. Que grande decepção o conduziu a ter esta posição diante da vida? Será uma autopunição por não se achar merecedor de sentir os prazeres que ela nos dá? Tive compaixão daquela mulher, por ser mãe, sei perfeitamente o que ela estava sentindo. Lamentei o estado em que o rapaz se encontrava.
     O mundo atual nos cobra, cria expectativas em torno de nós e cada um tem uma maneira de interpretar isso.Muitos escolhem o caminho do álcool e das drogas. O uso de entorpecentes ou substâncias alucinógenas faz com que se mantenha vivo o "eu" capaz de enfrentar o mundo ou simplesmente ignorá-lo.
   Temos dificuldades em aceitar que estamos vulneráveis a ter transtornos psíquicos. Somos preconceituosos com as doenças mentais e nós limitamos em pensar que podemos curá-las sozinhos e por isso mesmo demoramos a procurar ajuda profissional.
     A vida é um bem precioso e deve ser cuidada! Eu sei que é possível, não é fácil, claro que não é, pois se fosse, não teríamos tantos por aí vivendo por viver. É preciso querer, ter autorrespeito, dar o primeiro passo, persistir, continuar e é preciso, em primeiro lugar, amar-se. Temos que aprender a conviver com nossas frustrações, elas não dependem somente de nós, vivemos em sociedade, porém temos o direito de querer ao nosso lado pessoas que nos agreguem que nos trazem bons momentos. Felizmente dentro de nós existe um poder latente capaz de impulsionar a cura das nossas doenças psicológicas. Basta reconhecê-la, admitir e lutar com todas as armas para saná-la e assim um novo mundo se apresentará com as cores, aromas e sabores que todo ser humano merece usufruir.


Joana Tiemann


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