PROCURANDO O EU


   A vida é realmente bela mas complexa! Quantas vezes lutamos para conseguirmos satisfazer os nossos desejos, vontades e sonhos, quantas vezes enfrentamos aqueles que não se esforçam para nada, que tem tudo de mão beijada. Nós continuamos lutando a vida toda, por nada? Talvez porque achamos que ficar parado não seja nada de bom. Na realidade temos altos e baixos e se observarmos com atenção e fizermos uma introspecção do nosso eu e do nosso viver chegamos à conclusão que somos capazes. Somos feitos de fibra e o ser humano tem essa capacidade de se adaptar a qualquer situação tal qual alguns animais.
  Hoje fiz eu a introspecção! Sinto-me cansado de lutar. Acreditem que a alegria no meu coração não a conseguem apagar. É apenas cansaço. Tantas vezes nos esquecemos de nós e vivemos para os outros...
gostamos de ver os outros felizes mas nunca esperamos que à primeira dificuldade eles se descartem e fujam até de nos ajudar quando realmente precisamos. E nós nunca precisámos deles e nunca lhes faltámos. O ser humano é assim pobre e mal agradecido, com memória curta. O que interessa isso agora se tudo passa e o vento leva a nossa história, ficam só as acções para quem as pratica.
   Quero acreditar que eu sou capaz de viver para mim! É tão importante uma vez na vida pelo menos vivermos para nós. Fazermos o que nos dá mais prazer. nada de extravagâncias que eu cá não preciso disso. Tão bom ouvirmos a nossa música preferida, ler na esplanada, ouvir a chuva cair deitados na cama, sentirmos o aroma do café acabado de fazer e a torradeira a exalar o cheiro a pão torrado no ar, comer pipocas e assistir um filme de pijama... ah! tanta coisa boa de uma só vez!. É bom também sentir aquele silêncio...só nosso. Claro que eu tenho a mania de escrever e isso não me sai das veias. Sento-me a secretária e escrevo..continuo a escrever os capítulos daquele livro que deixei a meio. Não importa que faça sucesso ou não, não importa os críticos emproados que têm a mania que sabem tudo e que a opinião deles está sempre certa ( maior parte das vezes os leitores adoram tudo o que eles acham mau.). O que interessa realmente é que eu viaje na minha imaginação e consiga transmitir isso a quem lê, que as pessoas vivam a história que escrevo e que eu sinta que sou Eu. Sentir que estamos vivos mesmo que a solidão nos envolva.

                                   
                                                                        Nuno Garcia  05/11/2014
 

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