ESCRITOS DE UM POETA.

ESCRITOS DE POETA.
(Maristela Ormond)


Imagem Google.


               O poeta não escreve necessariamente aquilo que sente. Por vezes, pensa em fazer feliz aquele que o lê.
               Uma palavra que surge durante o seu dia, de um amigo, sei lá, ou até a cena de um filme, levam o poeta a versejar.
               Muitas pessoas acreditam piamente que determinado texto que leem de alguém conhecido ou mesmo desconhecido é parte integrante da vida intima ou social da pessoa que o escreve, porém isso não é verdade.
               O texto surge como uma vontade de dizer algo a alguém que você mesmo não tem ideia de quem seja não importa. O que importa é que ele saia de dentro de sua mente, doentia ou sadia, mas se concretize numa folha de papel.
               Muitas vezes acontece de escrever e depois de fazer a leitura parece algo inconsistente, um absurdo até... Então aparecem as trocas de palavras, as trocas de rimas que tendem a piorar a situação... Como sempre digo, seria cômico se não fosse triste! Mas é assim mesmo que acontece.
               Alguns escritos ficam por anos dentro de uma gaveta, de vez em quando são lembrados e relidos. Há dias em que parece a coisa mais importante de sua vida e ganharia um premio Nobel, outras vezes a vontade de queimá-lo, destruí-lo é grande demais. Mas acredito que seja essa a saga vivida por alguém que gosta de escrever, seja ele um poeta ou não, ou minimamente que tenha vontade de ser lido por alguém, uma vez que nos dias atuais as pessoas já não têm muito interesse em ler algo e principalmente se for um texto longo...

               Então fico eu pensando nesse momento: O que eu queria mesmo com essa crônica? A quem desejo atingir? Bem, já que quem escreve algo escreve para alguém, talvez você que esteja me lendo agora possa sentir e responder essa questão colocando em suas mãos um lápis e uma folha de papel.

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