Latte

Era chegado o momento final de dar os toques artísticos naquele percolado café que me atirava para o dia: inclinou-se e o rosto que se refletia na xícara, fumegava a minha malcriadez - Ah! Aquele cheiro de champô fresco, olhos completos, sem sonambulismos e olheiras, de quem dormiu o sono da beleza...
E aí oiço “Senhor, o seu café!”.
Na espuma do café flutuava uma linda paisagem, com um sol-sorriso e tudo para desejar à um permanente cliente um "bom dia".  Agradeço! Obrigado! Mas confesso, que eu só queria ver o seu número de telefone desenhado neste latte.

Deixei, por distração intencionada, cair um maço dos meus cartões de visita e passaporte. Num deles sou Huggos Delarua e noutro Marcos André - não importa. Encontre-me, por favor!

Marcos André

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